No dia 13 de agosto de 2025, Paranaguá e o Paraná celebram o aniversário de Elmira
Nascimento Barroso (1922–2004), uma das mais notáveis personalidades culturais do
litoral paranaense. Nascida em Curitiba em 13 de agosto de 1922, Elmira dedicou sua vida
à educação, à literatura e às artes, deixando um legado que ainda inspira novas gerações.
Professora normalista desde a década de 1940, alfabetizou crianças e adultos nos
municípios de Morretes, Alexandra e Paranaguá, estendendo seu trabalho à alfabetização
de idosos até o final da vida. Como escritora, publicou Um toque de saudade, obra que
retrata a história e as memórias da cidade que amou profundamente — Paranaguá.
Também atuou como curadora da obra de seu pai, o jornalista e historiador Vicente
Nascimento Júnior.
Artista plástica de talento reconhecido, registrou em suas telas as paisagens históricas de
Paranaguá, Morretes, Antonina e Curitiba, participando de salões de arte paranaenses e
conquistando diversos prêmios. Integrante do Centro Feminino de Cultura de Curitiba e
do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá, recebeu o título de cidadã honorária
parnanguara. Sempre incentivou artistas locais, chegando a atuar como atriz em filmes
do cineasta Cyro Matoso, além de ceder o casarão da família — hoje Centro Cultural
Camarello, e Ponto de Memória de Vicente Nascimento Júnior — para as locações
cinematográficas de Cyro.
Elmira também foi eternizada pela arte e pela memória afetiva de sua neta, a escritora,
produtora e editora Rosana Barroso Miranda, no livro Pernagoá em poemas (Editora
Anadara Brasiliana, 2021), produzido com auxílio da Lei Paulo Gustavo e apoio da
Secretaria de Cultura de Paranaguá. A obra, uma homenagem à cidade de Paranaguá,
reúne poemas de Rosana inspirados nos textos de Vicente Nascimento Júnior — pai de
Elmira e bisavô da autora — e ilustrações originais de Elmira. O projeto contou ainda com
a criação gráfica e o cuidado artístico do ilustrador e artista gráfico Fábio Henrique
Barroso Rocha (1976–2023), neto de Elmira e primo irmão de Rosana, cuja sensibilidade
deu forma e beleza ao livro.
Elmira foi uma mulher vibrante, de presença cativante, que unia alegria, entusiasmo e um
amor incondicional pela Arte, pela Educação e Cultura. Seu nome permanece vivo na
memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la, deixando, como o título de seu
livro sugere, “Um toque de saudade” que jamais se apagará.







