Uma lanterna traseira queimada. Essa era a única pista que a polícia tinha sobre o carro usado por atiradores em um homicídio em Paranaguá. A partir dessa descrição, o sistema de Inteligência Artificial (IA) do Programa Olho Vivo localizou o veículo em menos de 24 horas. O automóvel, que era roubado e usava placa clonada, foi recuperado e dois homens foram presos.
O caso ilustra a eficiência do programa da Secretaria da Segurança Pública (SESP), que atua como um assistente de investigação para as polícias Civil e Militar do Paraná.
O Balanço do Semestre
Em junho, o programa auxiliou na resolução de 180 ocorrências — um volume nove vezes maior do que em janeiro, data de início desta fase do projeto. Nos primeiros seis meses do ano, os resultados acumulados são:
- 780 casos solucionados;
- 440 prisões realizadas;
- 400 veículos recuperados.
Como Funciona a Tecnologia
O sistema vai além do monitoramento por imagem tradicional. A plataforma cruza dados em tempo real para otimizar o trabalho policial:
- Leitura e Identificação: Lê placas e identifica marcas, modelos e cores de veículos.
- Combate a Fraudes: Detecta clonagens quando uma mesma placa é registrada circulando simultaneamente em locais diferentes.
- Alertas Automáticos: Cruza informações com bancos de dados de roubos, furtos e mandados de prisão, acionando as equipes de rua imediatamente.
Localização de Desaparecidos
A tecnologia também é aplicada em casos humanitários. Na Grande Curitiba, o sistema utilizou a descrição de um carro (um HB20 marrom com uma bicicleta azul no porta-malas) para refazer o trajeto de um jovem desaparecido há duas semanas em surto médico. O rapaz foi localizado com vida e entregue à família.
O Programa Olho Vivo é coordenado pela SESP em conjunto com a Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD).
Com informações da SESP.











