quinta-feira, fevereiro 22, 2024
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Em mutirão de apenas duas horas, Estado recolhe 7 mil itens de lixo na Ilha do Mel

Um mutirão organizado pelo Instituto Água e Terra (IAT) e a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável nesta quinta-feira (11) recolheu mais de sete mil itens abandonados na Ilha do Mel, em Paranaguá, no Litoral, em apenas duas horas, totalizando 20 quilos de resíduos. A operação contou com o apoio de voluntários e foi realizada em conjunto com a ONG Eco Local Brasil, especializada no combate ao descarte indevido de resíduos plásticos no meio ambiente.

O foco da ação foi a coleta do microlixo que é deixado próximo aos bolsões de areia da praia pela maré, como copos plásticos, tampas de garrafa, bitucas de cigarro e canudinhos, todos objetos que impactam de forma negativa na fauna marinha. Ainda assim, foram encontrados resíduos inusitados, como chinelos, botas e lixo eletrônico. Cerca de 50 pessoas participaram do mutirão pelo meio ambiente.

“Esse tipo de iniciativa é crucial para a conscientização da população para que cuide da Ilha do Mel, para que coletem o lixo que geram. Isso contribui significativamente para a preservação da qualidade ambiental da região”, destaca a coordenadora do escritório do IAT responsável pela Ilha do Mel, Evelyn Jaques de Almeida.

Coordenador das atividades da Eco Local e um dos líderes da iniciativa, Filipe Oliveira explica que, ao contrário do que posso parecer, a maior parte do lixo depositado na praia não vem dos moradores da ilha ou dos turistas. “O trabalho que nós realizamos junto com o IAT é muito importante para combater a poluição marinha, visto que a Ilha do Mel está localizada no corredor do estuário do Litoral paranaense. Isso faz com que ela receba o lixo de vários outros rios do Estado, funcionando como filtro de resíduos”, afirma.

Em um processo de logística reversa, os resíduos recolhidos foram encaminhados para uma cooperativa de coletores do município de Pontal do Paraná, também no Litoral. O material será separado, pesado, prensado e retornará para a indústria como novas embalagens, gerando renda para os moradores da região.

“Educação ambiental é essencial. Todo cidadão é responsável por sua parte, desde a sua casa, com a coleta seletiva. Em três, quatro minutos, encontramos garrafas, vidros. São materiais de difícil decomposição. Esse é um problema mundial que todos têm que participar da solução”, afirma o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge.

O mutirão de conscientização ajuda também a formar novos protetores da natureza. Moradora da ilha, Ayla Sophie Alves, de 7 anos, participou pela primeira vez de ação de limpeza. E promete não esquecer nunca mais “É muito importante fazer a nossa parte para que os animais não engasguem com o lixo. A partir de agora, vou sempre recolher o lixo quando estiver passeando com minha família”, diz.

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