Ação da Polícia Civil do Paraná apura esquema de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões no Litoral.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou a segunda fase da Operação Horímetro, que investiga um esquema de corrupção, fraude em licitações públicas, peculato e lavagem de dinheiro no município de Morretes. A ação resultou na prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura, no afastamento do vice-prefeito e na imposição de medidas cautelares contra o superintendente municipal de Obras e Projetos.
Movimentações financeiras ultrapassam R$ 100 milhões
De acordo com as investigações, o esquema envolvia o pagamento de vantagens indevidas por empresas a agentes públicos, além do uso de familiares e laranjas para ocultar e movimentar recursos ilícitos.
- Núcleo principal: As movimentações bancárias do grupo central somam R$ 43,9 milhões entre créditos e débitos.
- Volume total: Considerando outras pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos suspeitos, o montante analisado ultrapassa os R$ 100 milhões.
A primeira etapa da operação ocorreu em abril, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. O material recolhido na ocasião permitiu à equipe de investigação mapear novos vínculos e fundamentar os pedidos das medidas judiciais executadas nesta semana.
Prisão no Rio de Janeiro e afastamentos em Morretes
- Prisão do ex-secretário: O ex-secretário de Infraestrutura, Guilherme Wichthoffet Machado, foi localizado e preso em um condomínio no Rio de Janeiro, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
- Afastamento do vice-prefeito: A Justiça determinou a suspensão imediata do exercício do cargo do vice-prefeito, Vitor Angelo Bertolin.
- Medidas contra o superintendente: O superintendente municipal de Obras e Projetos foi afastado de qualquer função pública na Prefeitura de Morretes.
Ambos os investigados afastados estão proibidos de frequentar repartições municipais ligadas à Secretaria de Infraestrutura e de manter qualquer tipo de contato com testemunhas, servidores do município e demais envolvidos no inquérito.
Próximos passos
O inquérito policial já foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Paraná (MPPR) para a tomada das providências cabíveis. A PCPR informou que as investigações continuam com o objetivo de rastrear a origem exata e o destino final dos valores movimentados pelo grupo.
(Com informações da Assessoria de Comunicação da PCPR)






