Taxa de transmissão da Covid-19 cai no Paraná, aponta estudo

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Hospital Osvaldo Cruz faz coleta de amostras do covid-19 em sistema de draive-thru. Foto: Ari Dias/AEN.
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Estado tem Rt médio de 0,77, o que significa que cada 100 pessoas com Covid-19 podem contaminar outras 77. Apesar de uma pequena redução, secretário da Saúde alerta que não deve haver descuidos e lembra que o grau de positividade dos testes é de 40%, ainda muito alto.

A taxa de transmissão da Covid-19 caiu um pouco no Paraná nos últimos dias. O Estado tem um Rt médio de 0,77, o que significa que cada 100 pessoas com Covid-19 podem contaminar outras 77, como mostram os dados atualizados no domingo (21) pelo sistema Loft, que analisa como está a transmissão do coronavírus no Brasil. Neste momento, o Paraná tem a menor taxa de reprodução (Rt) entre os estados brasileiros.

“De forma simples, o Rt indica a média de pessoas que serão infectadas pelo Sars-CoV-2 a partir de uma pessoa doente. Quando o Rt for igual a 1, a doença está estável, quando é maior, temos o crescimento do número de casos. Com essa taxa, abaixo de 1, há uma remissão no contágio”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Acácia Nasr. “A variação dessa taxa considera as mudanças no comportamento da população, como a quarentena, uso de máscaras e teletrabalho”.

A média de transmissão no País é de 1,04, sendo que o Estado com o maior índice de reprodução é o Ceará, com o Rt de 1,2. Somente em outros quatro essa média é igual ou inferior a 1: Amazonas (0,89), Rio Grande do Norte (0,89), Bahia (0,98) e Rio de Janeiro (1).

Desde o início da pandemia, há um ano, é a quarta vez em que há uma remissão na transmissão do vírus no Paraná, o que ocorre desde a última quarta-feira (17). O Rt chegou a um pico de 1,88 entre março e abril do ano passado e teve algumas variações, sempre superior a 1, até o início de setembro. A média oscilou entre 0,97 e 1 até o início de novembro, quando voltou a subir.

Entre 26 de dezembro e 7 de janeiro também houve uma queda da taxa de transmissão, que depois de uma leve alta voltaria a cair pelo período de um mês, entre 18 de janeiro e 18 de fevereiro de 2021. A transmissão, então, voltou a crescer até atingir um pico de 1,58 em 11 de março – naquela data, cada 100 pessoas infectadas contaminavam outras 158.

SEM DESCUIDOS  Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a queda na taxa de reprodução mostra um acerto das medidas adotas pelo Governo do Estado para conter a disseminação do novo coronavírus, mas não deve haver descuidos porque a situação nos hospitais é preocupante.

Ele ressalta que a população não pode relaxar nas medidas de isolamento, e que deve evitar viagens e aglomerações durante o feriado de Páscoa. “Reiteramos que não adianta adotar as medidas de contenção e chegar no feriado com toda aquela movimentação de viagens, visitas aos parentes, um final de semana na praia. Isso tudo ajuda a ampliar a velocidade de contágio”, afirma.

“Nosso Rt baixou um pouco, mas os testes mostram que o coronavírus circula muito facilmente, de maneira comunitária, em todo o Estado, principalmente em Curitiba, na Região Metropolitana e na região Oeste. Por isso, quem pode precisa ficar em casa para não fazer o vírus circular”, reforça.

TESTES – De acordo com Beto Preto, cerca de 40% dos testes feitos atualmente dão positivo, um sinal de que o contágio ainda está alto no Estado. “O grau de positividade está muito alto e a testagem diminuiu um pouco nos últimos dois meses. A taxa de transmissão está sofrendo alguns revezes, e eu quero chamar atenção para isso. O Paraná é o Estado que mais testa no Brasil, e se há número alto de resultados positivos, significa que ainda há muita circulação do coronavírus no Estado”, ressalva o secretário.

Fonte AEN

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