Teste rápido de dengue não deve ser usado como diagnóstico definitivo do paciente

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A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) composta por municípios e representantes do Estado do Paraná debateu por videoconferência assuntos de saúde, entre eles os casos de dengue no Paraná e a utilização de teste rápido para detecção da doença.

Este é um teste altamente sensível, por isso pode ocorrer reação cruzada com outros vírus. Conforme a coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Ivana Belmonte, os profissionais de saúde não devem fundamentar diagnóstico com o teste rápido. Ela explicou durante a videoconferência que preferencialmente o teste rápido não deve ser usado, mas se for, é preciso tomar atenção na análise clínica desse paciente para verificação se realmente é a doença.

A profissional trouxe dados que indicam que notificações de óbito para dengue, apenas 6% eram realmente pela doença e 30% na verdade foram diagnosticadas para Covid-19. Por isso, a importância do cuidado para o diagnóstico.

“Há uma grande preocupação da população quanto aos testes rápidos para dengue, mas neste período de Covid-19, aliado a outros vírus e a sensibilidade do teste, a análise clínica é fundamental”, destaca a secretária municipal de Saúde, Lígia Regina de Campos Cordeiro.

A secretária lembra ainda que os kits de testes rápidos para detecção da dengue são fornecidos pelo Estado em especial para casos específicos como por exemplo, para gestantes e pacientes internados, contudo para triagem e não para diagnóstico definitivo. “Quando um paciente apresenta sintomas semelhantes ao de dengue, ocorre avaliação clínica e, a critério médico, realiza-se o hemograma e demais exames que o médico achar necessários. O paciente também recebe orientações de cuidados e tratamentos”, explica Lígia Cordeiro.

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