Pescador pede ajuda e é resgatado no cais do Porto de Paranaguá

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Equipes da Guarda Portuária e da Diretoria de Operações (Dioport) da Portos do Paraná atenderam uma ocorrência um tanto quanto inusitada, nesta sexta-feira (20). No final da manhã, eles resgataram um senhor de 68 anos, que teve problemas na embarcação. Para não ficar à deriva, o homem acabou acostando entre os navios que estavam nos berços 213 e 214, no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá.

Uma viatura da Guarda fazia a ronda, quando recebeu o aviso e pedido de socorro. “Minha prioridade era imediatamente salvar aquela vida. Então, logo pedi para ele subir no cais, pela escada. Ele subiu e contou que estava com a embarcação quebrada e ficou com medo de ir remando até seu destino“, conta o guarda Elias do Santos.

Elias imediatamente informou a chefia da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP), que acionou a Operação. “Isso vai ficar para sempre no meu coração e na minha vida. Estamos perto do Natal e uma situação como essa, nesta data, toca demais. Estou muito contente com meu trabalho e comigo mesmo”, desabafa, o guarda.

O portuário Willian Cesar Kesseli e o chefe da Seção de Execução Operacional, Fernando Pinheiro Dias, foram até o local. A equipe da Dioport pediu auxílio a uma das empresas que atuam com lanchas no apoio às operações portuárias, para fazer o resgate e reboque da embarcação. Enquanto isso, no cais, o pescador aguardava com eles.

Os senhor passava bem e não apresentava nenhuma queixa, dispensando atendimento da ambulância ou de atendimento médico.

“Quando cheguei lá e encontrei aquele senhor, doce e simples, a situação me transportou para minha infância. Um senhor com a pele curtida, de anos de sol; um homem do mar. Não tem preço poder participar de uma ação como essa. Ele, de semblante calmo, nos agradeceu como se fôssemos heróis. O dia teve outro sentido”, comenta Willian.

O senhor conta que é pescador, morador da Vila Fátima, no Canal do Varadouro, próximo da divisa entre Paraná e São Paulo. Ele estava na casa de uma filha, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, quando resolveu ir até a Vila Primavera, no rio Emboguaçu, visitar o pai que tem 98 anos.

Próximo ao Porto, a embarcação do pescador apresentou problemas. Para não ficar em alto mar, ele resolveu encostar no cais e pedir socorro. O senhor e a embarcação foram levados novamente aos Valadares, pela lancha de apoio portuário da empresa Lunamar.

“Eu me senti muito feliz em prestar auxílio a esse marujo. Foi como auxiliar um ente querido. Não vamos esquecer essa operação e esse contato”, diz Fernando. Ele, que também gosta de pescar, se lembrou do avô Bornejo, a quem homenageou dando nome ao próprio barco. “Situação como essa que enfrentou o senhor aqui, hoje, qualquer um de nós, que pescamos, pode enfrentar. Aqui entre nós, poder ajudar esse senhor me fez lembrar do meu avô. Senti muita saudade”, se emociona Fernando.

Fonte Portos do Paraná
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