Caso suspeito de sarampo é registrado em Paranaguá e Semsa faz bloqueio

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Um menino com 7 anos de Paranaguá está com suspeita de ter contraído sarampo. O caso está em investigação, mas enquanto não sai o resultado a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vai realizar o que as autoridades sanitárias chamam de bloqueio da doença. A medida consiste em vacinar pessoas que possam ter tido contato com o paciente nos últimos dias. A dose é a tríplice viral, que protege também contra a caxumba e rubéola.

A ação será concentrada entre os familiares da criança, estudantes da escola e outras pessoas da igreja que ele frequenta. O paciente esteve recentemente no Uruguai e seus avós fizeram viagem a São Paulo, que registra surto da doença.

A vacinação está marcada para a tarde desta terça-feira (27). Equipes do Departamento de Vigilância Epidemiológica vacinarão primeiro as crianças do mesmo turno em que estuda o menino, no ensino fundamental. Como também há jovens do Ensino Médio que têm aulas no mesmo período amanhã pela manhã também haverá vacinação para os demais alunos. Membros da igreja devem receber a dose da vacina até amanhã também.

“Temos 72 horas para vacinar essas pessoas que tiveram contato com essa criança. Não há motivo para pânico neste momento, mas temos tomar essas medidas preventivas o quanto antes para evitar um contágio que pode ser maior”, esclarece a secretária municipal de Saúde, Lígia Regina de Campos Cordeiro. O caso está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Saúde. O resultado do exame deve ser divulgado em até 15 dias. Este é o primeiro registro de suspeita de sarampo em Paranaguá em mais de 20 anos.

Desde que foram registrados os primeiros casos de sarampo no estado vizinho de São Paulo, há alguns meses, a Semsa vem buscando conscientizar a população de Paranaguá sobre a importância da vacina contra o sarampo, a única forma de prevenir a doença. “O sarampo é uma doença viral, altamente contagiosa, com uma transmissão bem parecida com a gripe, por meio de tosse, secreções, espirro, pela fala. Os sintomas mais comuns são febre alta súbita, irritação nos olhos (conjuntivite), coriza, manchas brancas na parte interna da bochecha, tosse persistente e manchas vermelhas que começam na cabeça e descem para o corpo todo”, esclarece o médico pediatra Jhonatan Aredes.

Tendo os sintomas o paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Em casos mais graves o caso pode evoluir para convulsão, piora da conjuntivite, infecção nos ouvidos, pneumonia, perda de apetite, diarreia, lesão cerebral, o que podem levar a óbito, conforme o médico da rede municipal, que destaca a importância da imunização. “A única forma de prevenção é a vacina. Não há outra forma de evitar. É a única forma que o Ministério da Saúde preconiza como eficaz”, esclarece Jhonatan Aredes.

A secretária Lígia pede à população de Paranaguá que procure as unidades básicas de saúde para se vacinar contra o sarampo. “É importante verificar a carteira de vacinação de seus filhos. Crianças entre seis meses e 1 ano podem receber a dose zero. Aos 12 meses é a primeira dose e aos 15 a segundo”, comenta a secretária.

Adultos até os 29 anos devem tomar duas doses. Dos 30 aos 49 anos é necessário apenas uma. Pessoas com mais de 50 não precisam vacinar, porque segundo as autoridades sanitárias, já tiveram contato com o vírus selvagem da doença na juventude e estão imunes. Profissionais de saúde de todas as idades devem receber as doses.

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