Prefeito sanciona lei dos canudinhos que ajuda a preservar o meio ambiente

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Em plena semana do Meio Ambiente, o prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque assinou a Lei 3.829 que trata da proibição de fornecimento de canudos confeccionados com material plástico em vários locais da cidade como hotéis, restaurantes, padarias, lanchonetes, quiosques e ambulantes.

As disposições desta lei aplicam-se igualmente aos clubes, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.

A decisão segue tendência mundial de combate ao desperdício e cuidados com o meio ambiente. No lugar dos canudos de plástico poderão ser fornecidos canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradáveis, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechado feitos do mesmo material.

A infração da lei acarretará em penalidades que podem ser de advertência e intimação numa primeira autuação para cessar a irregularidades até multa que começa com 300 UFM na segunda autuação até 2.000 UFM na sexta autuação e fechamento administrativo.

A proibição vem ocorrendo em várias cidades brasileiras e, de acordo com estudos, o canudo é um dos vilões do meio ambiente e da vida marinha, prejudicando e machucando animais. Porém, a proibição vem provocando discussões de como deixar de usá-lo em algumas situações.

O canudo próprio para os consumidores que desejam tomar, por exemplo, uma água de coco sem problemas, é uma das dicas, assim como usar o próprio canudo reutilizável. “Tenho várias amigas que compraram canudo de metal, de bambu. Estou pensando em fazer isso, porque, às vezes, você recebe uma latinha na rua e não sabe o que fazer. Muito mais tranquilo para a natureza e a gente não fica fazendo tanto lixo por aí”, opinou a jornalista Paola Sidney, no site TRC Sustentável.

Em Paranaguá a proposta da lei foi apresentada pelo vereador Thiago Kutz, do Partido Verde. “Hoje, os canudinhos representam 4% do lixo plástico em nível mundial. Isso é grave e preocupante. É um lixo que vai para os mares prejudicando várias espécies. Leva-se mais de 100 anos para que o canudinho se decomponha na natureza”, disse ele. “É preciso partir para a sustentabilidade e optar por soluções que ajudem na preservação do meio ambiente, ou seja, não adianta trocar o canudinho plástico por copo plástico. Vamos usar mais copos de vidro. É uma questão de hábito, precisamos pensar no todo, na nossa sobrevivência”, completou o vereador Thiago.

Quanto à lei, todos os envolvidos como comerciantes e empresários terão 180 dias para se adequar às mudanças.

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