Preocupação: Paranaguá tem 9 casos de dengue, sendo 7 do tipo 2

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Números preocupam autoridades sanitárias. Diversas ações estão sendo tomadas para combater problema. Prefeito alerta que população tem que fazer dever de casa.

 

A divulgação oficial dos casos de dengue em Paranaguá está preocupando cada vez mais. O último boletim, levado a público nesta semana, informa que na cidade foram registrados 9 pessoas com a doença, sendo 7 delas com o tipo 2. Outros dois pacientes contraíram o tipo 1, o mesmo que gerou 29 mortes em 2015 no município e fez cerca de 80 mil doentes. Para piorar são mais de 800 em investigação (suspeitos).

A situação alarmante provocou a realização de reunião de emergência entre a equipe da Secretaria Municipal de Saúde que faz o combate ao mosquito Aedes Aegypti, na manhã desta sexta-feira (17). A meta é estabelecer estratégia para que a situação não chegue a uma epidemia. “Estamos nos esforçando há meses para que o quadro não piore. Vamos propor à Secretaria de Educação para intensificar a conscientização das nossas crianças das escolas municipais, para que elas cobrem de seus pais a fiscalização de criadouros em suas casas”, revelou a secretária municipal de Saúde, Lígia Regina de Campos Cordeiro.

O prefeito Marcelo Roque vem sendo informado periodicamente sobre a evolução do número de casos de dengue em Paranaguá e também acompanha a situação com bastante preocupação. “O que nos preocupa mais é que nossa população parece que não tomou consciência do perigo que nos ronda. Se tivermos uma epidemia tudo pode se tornar um caos. A prevenção é a melhor forma de combatermos o Aedes Aegypti. Basta cada um fazer a sua parte, limpando seus quintais”, orientou o prefeito.

Todas as 9 pessoas de Paranaguá diagnosticadas com dengue já estão em casa e passam bem. A situação é acompanhada diariamente pelo Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde.

Os casos estão concentrados em diferentes regiões de Paranaguá. Um foi registrado na região chamada de Auto Estrada, que fica nas proximidades do trilho que faz divisa com o bairro Serraria do Rocha. Também houve confirmação na Vila Paranaguá, no Parque Agari, na Vila São Vicente e dois na Vila Garcia. Três foram oficializados na região central, sendo um no 29 de Julho e dois no Centro. Do total de pacientes dois são idosos, 4 jovens, com idade entre 15 e 31 anos, e os dois restantes têm entre 40 e 58. Por este motivo as ações da Secretaria Municipal de Saúde serão concentradas também nestas localidades.

A reunião desta sexta-feira foi chefiada pela superintendente de Vigilância em Saúde, Eliniz Mendes, que também atua no Departamento de Dengue há anos. Ela determinou aos supervisores de equipes de agentes de endemias que as ações sejam concentradas não só na remoção de criadouros do mosquito Aedes Aegypti, mas também na notificação dos moradores destes imóveis, sobretudo os reincidentes. “Temos que atuar com mais rigor, porque diariamente vemos situações preocupantes, de pessoas que não se conscientizaram sobre o perigo que é esse mosquito”, declarou a superintendente.

A Secretaria Municipal de Saúde encaminhou ofício à pasta de Meio Ambiente e também à Administração Regional da Ilha dos Valadares solicitando que intensifiquem as ações de limpeza das vias públicas, tendo em vista que nas últimas semanas foram registrados altos índices de chuvas, o que colabora para a proliferação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti.

O prefeito Marcelo Roque solicitou ao Governo do Estado no início do mês passado a aplicação de inseticida em Paranaguá, por meio dos carros de fumacê e aguarda medida, considerada uma das mais eficazes para eliminar o mosquito, além da prevenção, com a remoção de criadouros.

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