Condenado pelo crime do “Morro do Boi”, Juarez Ferreira Pinto, morre na prisão

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Morreu na manhã deste sábado (14), no Complexo Médico Penal, Juarez Ferreira Pinto, condenado a 65 anos de prisão pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e atentado violento ao pudor, no caso que ficou conhecido como “Crime do Borro do Boi, registrado em janeiro de 2009, em Matinhos, no Litoral do Paraná.

O preso era HIV positivo e tinha também cirrose hepática e morreu em decorrência destas doenças. A informação foi confirmada pelo advogado do condenado, Claudio Dalledone Júnior.

Em dezembro de 2014 a Justiça autorizou que ele cumprisse prisão domiciliar, por conta da saúde debilitada. No entanto, em setembro de 2017, atendendo à solicitação do Ministério Público, a Justiça revogou a prisão domiciliar e Juarez voltou para a prisão.

Relembre

O casal Monik Pergorari de Lima, na época com 23 anos e o namorado Osíris Del Corso, de 22, percorria uma trilha no Morro do Boi em 31 de janeiro de 2009. Os dois foram abordados por Juarez. Osiris foi baleado ao tentar defender Monik de um estupro. A jovem foi atingida por um tiro nas costas e foi violentada. As vítimas somente foram encontradas no dia seguinte.

Atualização

Em nota, o advogado Cláudio Dalledone Júnior, defensor de Juarez Ferreira Pinto, destaca que “havia comunicado a Justiça das condições de saúde do apenado”.

“A defesa de Juarez Ferreira Pinto vem a público lamentar que todos os avisos e pareceres de que o detento não poderia cumprir pena no Complexo Médico Penal (CMP), em decorrência de seu grave estado de saúde, tenham sido sumariamente ignorados. Mesmo diante de um parecer do próprio médico do CMP, informando que a unidade não dispunha da estrutura necessária para atender o paciente Juarez, portador do vírus da AIDS, HEPATITE B e CIRROSE, ainda assim a decisão de revogar o benefício de prisão domiciliar a Juarez foi mantida pela Justiça a pedido do Ministério Público Estadual.

Juarez faleceu neste sábado, dia 14 de abril. Antes disso, na sexta-feira, dia 13, o Complexo Médico Penal havia remetido nova informação ao Poder Judiciário, alertando a insuficiência de estrutura para atender o enfermo. Desde 2017, quando o Ministério Público pediu e conseguiu a revogação do benefício da prisão domiciliar, concedido em dezembro de 2014, a defesa de Juarez aguarda o julgamento do recurso impetrado contra a decisão.

No entendimento da defesa, e mesmo dos médicos do CMP, um paciente com um quadro de saúde tão agravado como o de Juarez não teria condições de ser tratado adequadamente no Complexo Médico Penal. Por se tratar de um caso de morte iminente, a defesa persistiu na concessão do benefício, no entanto não houve tempo e Juarez veio a falecer”.

Colaboração Danaê Bubalo/Marcio Barros/Rede Massa

FONTE : MASSA NEWS

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