Secretaria de Saúde busca contratação de mais médicos para atender população

0
89

Intenção é completar escalas médicas em unidades de saúde com ESF e horário estendido, UPA e ginecologia, contratando empresa especializada em serviços médicos até que ocorra novo concurso público para chamar mais 107 profissionais de várias especialidades, que já está em andamento.

A Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap) está tomando várias providências para suprir a demanda de atendimento médico à população de Paranaguá. A defasagem registrada nos últimos anos, as aposentadorias e pedidos de exoneração dos profissionais no quadro de funcionários da Prefeitura de Paranaguá vem criando situações que comprometem a prestação do serviço, principalmente em algumas especialidades.

Como paliativo para minimizar o problema está em andamento processo licitatório para contratar empresa especializada na prestação de serviços médicos. Isso para suprir a demanda enquanto não for concluído processo para realizar concurso público para contratar aos quadros da Prefeitura de Paranaguá mais 107 médicos, de diversas especialidades. O processo está em análise jurídica.

A contratação de empresa especializada em prestação de serviços médicos visa a suprir a necessidade de médicos para atuarem nas 33 equipes do Estratégia Saúde da Família (ESF), reforço para as unidades que oferecem horário estendido, escala do Pronto Atendimento (UPA) com 7 médicos clínicos-gerais e 2 pediatras por plantão de 24 horas e atendimento de 2 ginecologistas em local a ser definido.

O diretor médico da Semsap, José Antonio Ferreira Martins, justifica a necessidade de contratação, de forma emergencial, porque no último processo seletivo realizado pela Prefeitura de Paranaguá não houve o total de profissionais necessários para atuar no ESF. “Contratando dessa forma, por uma empresa especializada em serviços médico, teremos mais agilidade. Enquanto não for concluído o concurso, o que nos dá um conforto maior, temos essa opção temporária”, explica o médico.

O secretário municipal de Saúde e Prevenção, Paulo Henrique de Oliveira, lembrou que desde o início da gestão, no ano passado, houve várias tentativas de contratar médicos para o quadro da Prefeitura. Mesmo assim, a situação não é a adequada. “Pretendemos fazer essa contratação de médicos por plantões, para suprir a demanda necessária. E depois temos o concurso, que é mais demorado. O prefeito Marcelo Roque determinou que fizéssemos tudo que tivesse ao nosso alcance para prestar um serviço de qualidade à nossa população”, salientou o secretário.

Do total de 107 médicos que serão contratados por concurso público 15 vagas ficarão para pediatras, 20 para clínico-geral e 33 para atender no ESF. Ainda há para cardiologista, geriatra, dematologista, hematologista, endocrinologista, gastroenterologista, ginecologista, infectologista, mastologista, nefrologista, neurologista, oftalmologista, oncologista, ortopedista, otorrinolaringologista, perito, pneumologista, psiquiatra, radiologista, reumatologista e urologista.

Atualmente, são seis pediatras atuando (sendo que um está em licença-prêmio e pediu exoneração). Eles atuam no Pronto Atendimento (UPA), no Hospital João Paulo II (puericultura – acompanhamento de bebês com até 45 dias de vida) e nas unidades básicas do Jardim Iguaçu, Alexandra, CAIC e Vila Divinéia, além da Vila Santa Maria, que não possui posto, mas há atendimento no Rotary Club, ao lado da creche do bairro.

Vale lembrar ainda que há médicos clínicos gerais atuando em todas as unidades básicas de Paranaguá, pelo Estratégia Saúde da Família (ESF). Há acompanhamento freqüente das equipes, não só de médico, mas de enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários, que trabalham ainda a prevenção em saúde. Todos os membros da família são assistidos.

OBRIGAÇÕES CONFORME O SUS

União, governos estaduais e municípios têm papeis diferentes na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). É responsabilidade da União coordenar os sistemas de saúde de alta complexidade e de laboratórios públicos. Por meio do Ministério da Saúde, a União planeja e fiscaliza o SUS em todo o País. O MS responde pela metade dos recursos da área; a verba é prevista anualmente no Orçamento Geral da União.

Aos governos estaduais compete criar suas próprias políticas de saúde e ajudar na execução das políticas nacionais aplicando recursos próprios (mínimo de 12% de sua receita) além dos repassados pela União. Os Estados também repassam verbas aos municípios. Além disso, os estados coordenam sua rede de laboratórios e hemocentros, definem os hospitais de referência e gerenciam os locais de atendimentos complexos da região.

É dever do município garantir os serviços de atenção básica à saúde e prestar serviços em sua localidade, com a parceria dos governos estadual e federal. As prefeituras também criam políticas de saúde e colaboram com a aplicação das políticas nacionais e estaduais, aplicando recursos próprios (mínimo de 15% de sua receita) e os repassados pela União e pelo estado.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here